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Peixoto de Azevedo,02/10/2026

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PIRATAS DA WEB Hackers do TJ-MT também derrubaram sistemas no TJ-BA e Senado

Judiciário suspendeu expediente esta semana


PIRATAS DA WEB Hackers do TJ-MT também derrubaram sistemas no TJ-BA e Senado

A Polícia Federal e a Polícia Civil foram acionadas pelo
Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para investigar a
origem e os responsáveis pelo ataque hacker ocorrido
contra o sistema informatizado da Corte, no último final de
semana. Entre as linhas de investigação, está a
possibilidade de que a ofensiva tenha sido realizada pelo
mesmo grupo que também invadiu o sistema do Tribunal de
Justiça da Bahia (TJBA), na sexta-feira (18), e do Senado
Federal, em março.

Um ataque virtual sem precedentes contra os sistemas
informatizados do TJMT resultou na suspensão do
expediente do Poder Judiciário na segunda-feira (21), após uma determinação do presidente da Corte, o
desembargador José Zuquim Nogueira. Na decisão, o magistrado prorrogou os prazos processuais e ordenou o
reagendamento das audiências que seriam realizadas, medida esta que foi estendida na terça e, posteriormente,
para toda a semana.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou a redefinição das credenciais de acesso aos sistemas
institucionais, incluindo senhas, após o ataque hacker sofrido pela Corte. A medida faz parte das ações preventivas
adotadas pelo órgão para conter o problema e proteger os ambientes digitais.


Para auxiliar nas investigações, o TJMT solicitou a atuação tanto da Polícia Federal como da Polícia Judiciária
Civil, que tentarão identificar a origem dos ataques ou a possibilidade de participação de servidores do Tribunal ou
de funcionários da empresa que atua de forma terceirizada na Corte, no setor de Tecnologia da Informação.

Os investigadores querem também apurar se há alguma ligação do ataque sofrido pelo TJMT com o incidente de
segurança na plataforma BRBJUS, do Banco de Brasília (BRB), resultou no desvio de R$ 43 milhões em depósitos
judiciais do TJBA. Segundo o tribunal baiano, a falha ocorreu no ambiente tecnológico da instituição financeira,
responsável pela gestão da plataforma e das credenciais envolvidas nos acessos, mas que não atingiu os sistemas
internos da Corte.

O ataque também é semelhante com o que foi realizado contra o Senado Federal, em março deste ano. À ocasião,
por conta da quebra de segurança no sistema, os servidores foram orientados a trocar as senhas para preservar
informações contidas nos computadores do parlamento.




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