Wellington abre vantagem entre pobres, jovens e mulheres; Pivetta equilibra disputa entre renda e escolaridade maiores
A vantagem está concentrada em grupos bem definidos do eleitorador
A vantagem de Wellington Fagundes (PL) sobre Otaviano Pivetta (Republicanos) em um eventual segundo turno para o Governo de Mato Grosso está concentrada em grupos bem definidos do eleitorado. A Quaest mostra Wellington com 41% e Pivetta com 36%, mas a diferença cresce entre eleitores de baixa renda, menor escolaridade, jovens e mulheres e praticamente desaparece em vários segmentos de renda e instrução maiores. Entre quem ganha até dois salários mínimos, Wellington abre 18 pontos: 44% a 26%. Na faixa acima de cinco salários, os dois aparecem praticamente empatados, com Pivetta numericamente à frente por 39% a 38%.
A mesma divisão aparece na escolaridade. Wellington tem 46% entre eleitores com menor nível de instrução, contra 30% de Pivetta. Entre quem concluiu o ensino superior, são 39% a 38%.
Ou seja: a diferença de cinco pontos do placar geral cresce justamente nos segmentos de menor renda e escolaridade.
Jovens e mulheres puxam vantagem
A idade também separa os dois. Entre eleitores de 16 a 34 anos, Wellington tem 42% e Pivetta 31%, diferença de 11 pontos. Entre 35 e 59 anos, praticamente empatam: 41% a 40%. O contraste é semelhante entre homens e mulheres.
Wellington abre nove pontos entre as mulheres, com 40% contra 31%. Entre os homens, a diferença cai para apenas um ponto: 42% a 41%.
Pivetta, porém, conseguiu reduzir parte dessa distância desde agosto. Entre as mulheres, por exemplo, saiu de 22% para 31%, enquanto Wellington passou de 38% para 40%.
Bolsonaristas dão maior diferença
No recorte político, a maior distância aparece entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas. Wellington registra 51% nesse grupo, contra 33% de Pivetta, diferença de 18 pontos.
Entre eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, a distância é bem menor: 45% a 40%. Pivetta, por outro lado, aparece à frente entre eleitores de esquerda não lulista, por 44% a 33%.
A Quaest não informa qual o peso de cada grupo político no conjunto da amostra. Por isso, não é possível afirmar quanto da vantagem geral de Wellington vem especificamente do eleitorado bolsonarista.
Pivetta encurtou distância
A pesquisa ouviu 804 eleitores entre 21 e 24 de setembro. A margem de erro geral é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número MT-08098/2026





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