Max, Lúdio e Nininho chegam fortes para top 3
Atual presidente da Assembleia Legislativa, parte de uma das maiores votações
A disputa pelas maiores votações para deputado estadual em Mato Grosso entra na reta final com um grupo de candidatos que reúne histórico eleitoral, estrutura de mandato e exposição política suficiente para mirar a faixa dos 45 mil votos. Max Russi (Podemos), Lúdio Cabral (PT) e Nininho (Republicanos) chegam amparados por desempenhos expressivos em 2022 e crescimento das bases durante o mandato; Eduardo Botelho (MDB) tenta sustentar a votação acima dos 50 mil após sair da Mesa Diretora; e Dilmar Dal Bosco (União) busca transformar crescimento contínuo em nova alta após mais 4 anos como líder do governo. Dr. João (MDB) e Jéssica Riva (MDB) aparecem como nomes capazes de engrossar esse primeiro pelotão.
Em 2022, apenas cinco candidatos ultrapassaram 45 mil votos para deputado estadual: Janaina Riva (MDB), com 82.124; Max, com 70.328; Botelho, com 51.998; Nininho, com 50.875; e Lúdio, com 47.533. Dilmar terminou logo abaixo, com 42.156.
A barreira dos 45 mil
A marca de 45 mil votos não tem efeito jurídico, mas funciona como um bom divisor político. Em 2022, apenas cinco candidatos passaram dela. Max, Botelho, Nininho e Lúdio voltam à disputa já tendo superado esse patamar. Dilmar ficou muito próximo.
Dr. João, Thiago Silva e Jéssica Riva representam movimentos diferentes de crescimento: um pela estrutura institucional, outro pela expansão eleitoral e municipal, e a terceira pela transferência de capital político familiar.
Max tenta repetir votação de elite
Max Russi (Podemos), atual presidente da Assembleia Legislativa, parte de uma das maiores votações registradas na eleição passada. Em 2018, teve 35.042 votos. Quatro anos depois, saltou para 70.328, crescimento de aproximadamente 101%, e terminou atrás apenas de Janaina Riva no ranking estadual.
Desde então, ampliou a exposição institucional com a presidência da Assembleia e o comando estadual do Podemos, partido que mira fazer a maior votação proporcional estadual de Mato Grosso.
Lúdio e o recall da majoritária
Lúdio Cabral (PT) também apresenta uma curva forte. Ele saiu de 22.701 votos em 2018 para 47.533 em 2022, avanço de 109%. Em 2024, disputou a Prefeitura de Cuiabá e avançou ao segundo turno, o que manteve seu nome exposto no maior colégio eleitoral de Mato Grosso.
A eleição municipal não pode ser convertida diretamente em votação estadual, mas amplia o recall do petista na região metropolitana, onde já havia sido um dos mais votados.
Nininho, Botelho e Dilmar
Nininho (Republicanos) saiu de 37.501 votos em 2018 para 50.875 em 2022. O crescimento foi de aproximadamente 36% e o colocou como o quarto deputado estadual mais votado naquele pleito.
A força de Nininho está também na capilaridade territorial. Ele chega à disputa atual com base espalhada por várias regiões e já aparece como o nome mais consolidado dentro de uma chapa do Republicanos carregada de candidatos competitivos.
Eduardo Botelho (MDB) é um dos poucos candidatos atuais que já ultrapassaram a marca dos 50 mil votos. Em 2022, recebeu 51.998 votos e terminou com a terceira maior votação para a Assembleia.
Desde então, passou pela presidência da Casa e disputou a Prefeitura de Cuiabá em 2024. Agora fora da Mesa Diretora, tenta transformar a exposição acumulada nos últimos anos em manutenção de uma votação de primeiro pelotão.
Dilmar Dal Bosco (União) apresenta crescimento contínuo nas últimas eleições. Em 2018, recebeu 28.827 votos. Em 2022, chegou a 42.156, avanço de 46%. Foram 13.329 votos a mais em quatro anos. Para superar a marca de 45 mil, precisaria acrescentar menos de 3 mil votos ao desempenho anterior, tendo passado quatro anos como líder do governo e sempre a frente de articulações de destaque no debate institucional.
Dr. João e Jessica
Dr. João (MDB) recebeu 24.957 votos em 2022.Desde então, assumiu a primeira-secretaria da Assembleia, um dos cargos de maior peso administrativo e político da Mesa Diretora. A campanha atual testa se essa ampliação de estrutura consegue produzir um salto eleitoral mais forte que o registrado na eleição passada. Se tiver um crescimento parecido com o de Max Russi quando este assumiu a função de primeiro secretário, deve dobrar o votos.
Jéssica Riva (MDB) entra na disputa com outro tipo de ativo: o peso eleitoral construído pela família. Ela tenta ocupar o espaço deixado por Janaina Riva (MDB), que não disputa novamente uma cadeira estadual depois de ter sido a campeã de votos de 2022, com 82.124.
A comparação, porém, tem limites claros. Janaina chegou aos 82 mil votos depois de dois mandatos completos na Assembleia e de uma trajetória própria já consolidada. Jéssica estreia numa disputa estadual carregando o sobrenome e parte da estrutura política da família, mas sem o mesmo histórico individual de votação da irmã.
Ainda assim, sua entrada aumenta a pressão dentro do MDB e acrescenta mais um nome capaz de disputar posições no primeiro pelotão da chapa.





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