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Peixoto de Azevedo,05/06/2026

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Prefeito gasta R$ 7,5 milhões em usina solar que não pode operar por limitação da rede elétrica

Um dos maiores exemplos de desperdício de recursos públicos do município.


Prefeito gasta R$ 7,5 milhões em usina solar que não pode operar por limitação da rede elétrica

Obra de energia solar contratada por mais de R$ 10 milhões pela Prefeitura de Alta Floresta virou alvo de questionamentos na Câmara Municipal após vereadores apontarem que cerca de R$ 7,5 milhões já foram pagos, mas o sistema ainda não entrou em operação. Segundo os parlamentares, a situação impede que o município economize aproximadamente R$ 200 mil por mês na conta de energia elétrica.

A denúncia foi reforçada pelos vereadores Darlan Carvalho (PRD), Luciano Silva (PL) e Dida (Cidadania), que realizaram uma fiscalização no local onde estão armazenados os equipamentos adquiridos para a implantação da usina fotovoltaica. O grupo afirma já ter encaminhado representação ao Ministério Público e cobra esclarecimentos da Prefeitura sobre o atraso.

“Mais de R$ 7,5 milhões já foram pagos em uma obra de energia solar que ultrapassa os R$ 10 milhões e até agora a população não vê o sistema funcionando. Enquanto isso, o município deixa de economizar quase R$ 200 mil por mês com energia”, afirmou Darlan.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador classificou o caso como um dos maiores exemplos de desperdício de recursos públicos do município.

“Talvez a gente esteja vendo agora o maior caso de desperdício de dinheiro público da história de Alta Floresta. A prefeitura assinou um contrato de R$ 10 milhões com uma empresa de Goiânia para instalar usinas de energia solar na nossa cidade. O objetivo era reduzir a conta de iluminação pública do município”, disse.

Segundo o parlamentar, o principal problema surgiu após a concessionária de energia apontar limitações na rede elétrica para receber a energia produzida pela usina.

“A Energisa respondeu que não tinha estrutura para receber essa energia. E olha o que diz o relatório oficial: não existem obras estruturantes que solucionem esses problemas. Ou seja, não tem previsão de quando a rede vai aguentar”, declarou.

Darlan afirma que, mesmo após o parecer técnico da concessionária, a administração municipal autorizou novos pagamentos à empresa responsável pela obra.

“A Energisa deu esse parecer no dia 22 de outubro e, no dia 19 de novembro, a prefeitura liberou mais R$ 5 milhões sabendo que a usina não ia funcionar. O resultado foi que o município pagou 75% desse contrato e até agora nem um watt de energia foi gerado”, criticou.

Durante a fiscalização, os vereadores encontraram mais de 1,5 mil placas solares armazenadas na Secretaria de Infraestrutura. Segundo eles, os equipamentos estão no local desde setembro do ano passado.

“Aqui são mais de R$ 7 milhões parados. São mais de 1.500 placas que estão aqui desde setembro do ano passado e até agora não geraram nada de energia”, afirmou o parlamentar.

Os vereadores também demonstraram preocupação com as condições de armazenamento dos materiais. Conforme relataram, parte das embalagens estava aberta e o local não possuía estrutura adequada de segurança.

“O que nos preocupa é que aqui não tem segurança, não tem câmeras, o muro está aberto. Já vemos fio cortado, caixas abertas. São materiais caríssimos e que poderiam estar gerando economia para o município”, disse Darlan.

Outra crítica apresentada pelo vereador diz respeito à possível necessidade de alterações no projeto original. Segundo ele, a proposta inicial previa a instalação das placas em solo, mas a falta de capacidade da rede elétrica pode exigir uma nova solução técnica.

“Agora querem colocar essas placas no teto. O problema é que são modalidades totalmente diferentes e a obra pode ficar ainda mais cara. Isso tudo por falta de planejamento”, afirmou.

O parlamentar também relatou um desentendimento com o prefeito Chico Gamba (União) durante uma reunião convocada para discutir a situação da usina fotovoltaica.

“Fomos convidados pelo presidente da Câmara para participar de uma fiscalização e buscar esclarecimentos sobre uma obra de R$ 10 milhões. Chegando lá, o prefeito saiu fora do tom e nos chamou de invasores, sendo que é uma responsabilidade do vereador fiscalizar”, declarou.





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