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Peixoto de Azevedo,12/04/2026

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Produção e sustentabilidade andam lado a lado no agronegócio em MT

Aprosoja
Produção e sustentabilidade andam lado a lado no agronegócio em MT

O agronegócio brasileiro tem papel fundamental na
produção de alimentos e na preservação dos recursos
naturais. No dia a dia das propriedades rurais, produtores e
especialistas trabalham com base em tecnologia,
conhecimento e responsabilidade para garantir uma
produção cada vez mais sustentável.
No campo, sustentabilidade não é discurso, é prática.

O uso
de tecnologias, o respeito às legislações ambientais e o
cuidado com o solo, a água e a biodiversidade fazem parte
da rotina dos produtores rurais, que entendem que produzir e preservar são ações complementares.

Entre os pontos frequentemente discutidos está a preservação ambiental. Para quem vive essa realidade, o
compromisso com o meio ambiente é essencial para a continuidade da produção. Segundo o vice-presidente norte
da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Diogo Ballistieri, o produtor rural é
diretamente interessado na conservação dos recursos naturais, pois depende deles para produzir com qualidade e
responsabilidade no presente e no futuro.

Um dos principais alvos de críticas do setor diz respeito à preservação ambiental. No entanto, quem vive a rotina
do campo apresenta uma perspectiva diferente. Segundo Diogo Ballistieri, o produtor rural é um dos maiores
interessados na conservação de recursos naturais. “O produtor é o principal beneficiado com essa preservação, da
água, das florestas, dos recursos naturais como um todo.

Existe uma acusação recorrente de falta de cuidado, mas
a realidade é muito diferente e o produtor acaba atuando como um verdadeiro guardião da natureza em sua
propriedade”, afirma.
Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cerca de 65,6% de todo o território
nacional é composto por áreas destinadas à vegetação nativa, sendo que 10,8% é ocupado pela agricultura
incluindo florestas plantadas e 31,3% encontra-se em propriedades particulares.

Além da conservação de mata nativa, produtores rurais também são grandes aliados na preservação de recursos
hídricos.

A Aprosoja MT já mapeou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios do estado e constatou que 95%
delas estão preservadas dentro de propriedades rurais. O mapeamento foi feito através do projeto Guardião das
Águas que, em parceria com o Instituto Ação Verde, orienta e apoia produtores sobre manutenção, preservação e
restauro ecológico das nascentes de água em Mato Grosso.

Outro ponto importante diz respeito à prevenção e combate a queimadas em áreas rurais. Para muitos, os
produtores são os principais causadores dos incêndios, quando, na prática, são os maiores interessados em evitar
o fogo em áreas de mata.

A Aprosoja MT reforça este compromisso através da participação de eventos
internacionais de gestão de incêndios, como o Forest Fire, e a distribuição de cartilhas de prevenção e combate a
incêndios, elaboradas pela própria entidade, para oferecer orientações práticas de proteção ao meio ambiente.
Para Diogo Ballistieri, a preservação ambiental não é apenas uma obrigação legal, mas uma necessidade direta
para a continuidade da atividade produtiva.

Nas propriedades rurais existe uma atuação ativa na proteção de
nascentes, conservação do solo e manutenção de áreas de vegetação nativa.
“Hoje, praticamente todas as fazendas estão bem equipadas para o combate a incêndios e também para evitar
problemas com erosões, que prejudicam o meio ambiente. Quando há perda de áreas preservadas ou da
palhaçada, o prejuízo é direto para o produtor. Por isso, ele é o principal interessado em proteger”, destaca.
Outro ponto frequentemente debatido é a ideia de que o agronegócio avança sem controle sobre o meio ambiente.

No entanto, o cenário atual é marcado por uma série de práticas e investimentos voltados à sustentabilidade e à
eficiência produtiva.
“O produtor mato-grossense e brasileiro é o produtor mais competitivo do mundo. Isso é constante de um alto teor
de investimento em tecnologia, modernização, em pessoas, em capacitar equipe.

Hoje existe muita tecnologia,
então o produtor busca máquinas maiores, técnicas agrícolas, além da sustentabilidade, uso de biológicos, plantio
direto, tudo isso a gente faz para ter um produto mais barato, com mais valor agregado e com a sustentabilidade
maior” explica o vice-presidente sul da Aprosoja MT, Fernando Ferri.

Nesse quesito, a Aprosoja MT também reafirma seu posicionamento em incentivar e produzir pesquisas que
garantem o aumento de produtividade sem abertura de novas áreas, melhoramento genético e fitossanitário,
manejo adequado para cada tipo de solo e outros estudos voltados para o desenvolvimento de uma agricultura
mais sustentável.

As teses são colocadas em prática nos Centros Tecnológicos Parecis e Araguaia, que testam
diferentes possibilidades de cultivo de soja e milho em regiões distintas do estado.
Outro ponto importante é compreender como o agronegócio está presente no dia a dia das pessoas de diversas
formas. Commodities como soja e milho vão muito além do consumo direto, estando presentes em uma ampla
cadeia produtiva que inclui alimentos, biocombustíveis, insumos industriais e diversos produtos essenciais.

Isso
demonstra a relevância do setor na economia e na vida cotidiana, contribuindo para o desenvolvimento e a
sustentabilidade.
“Quem ia imaginar que, por exemplo, tem soja até na borracha do pneu do veículo, o milho está no combustível,
está em alimentos, está na lecitina, está numa inúmera gama de produtos. Quando a pessoa fala que não come
soja, ela pensa somente no grão, mas esquece dos derivados.

A versatilidade que tem a soja e o milho é muito
grande e agro está no dia a dia das pessoas, além do vestuário, da alimentação, nos produtos de beleza, no
transporte”, complementa Ferri.

Ao trazer informações baseadas na realidade do campo, a Aprosoja MT reforça a necessidade de um debate mais
equilibrado, pautado em dados. Mais do que rebater apontamentos infundados, o objetivo é ampliar o entendimento
sobre um setor que desempenha papel essencial na economia e na segurança alimentar


  




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