Deputado cita estatuto e avisa que Mauro não poderá pedir votos a Pivetta
O deputado estadual Júlio Campos (União) cobrou fidelidade
partidária do presidente da sigla em Mato Grosso, o
governador Mauro Mendes, que segundo ele insiste em não
apoiar seu irmão, o senador Jayme Campos ao Governo do
Estado nas eleições deste ano.
O cacique deu um ultimato:
um dos dois terá que "espirrar" do partido.
“Ocorre que, o pré-candidato ao Senado Mauro Mendes
insiste em não querer que o partido tenha candidato próprio
e apoie o Otaviano Pivetta, mas nós na base, os filiados,
vereadores, prefeitos, deputados estaduais, queremos
candidatura própria até porque é eleição em dois turnos”, declarou em entrevista à imprensa, nesta quarta-feira.
Ocorre que, desde 2025, Mauro já deixou claro que quer como seu sucesso no Palácio Paiaguás seu vice desde
2018, Otaviano Pivetta (Republicanos). Entretanto, Jayme Campos se colocou como pré-candidato.
Mendes, então, defendeu que o cacique dispute a reeleição, mas ele segue irredutível quanto à decisão de disputar
o governo. Questionado se o irmão ou algum aliado tema que ocorra o mesmo que na chapa adversária, onde o
prefeito Abilio Brunini (PL), que o partido tem como pré-candidato o senador Wellington Fagundes (PL), disse que
ficará neutro por ser amigo de Pivetta, Júlio disse que a situação é diferente do União Brasil.
“Abilio não é candidato. Ele é prefeito em exercício e só vai disputar eleição daqui dois anos e nós não
conhecemos o estatuto do PL sobre fidelidade partidária. No caso do União Brasil, o estatuto nosso é bem claro: se
o Mauro Mendes está filiado e for candidato ele terá que ir para o palanque do Jayme até porque o material de
campanha dele vai ter que constar o número do governador, a propaganda eleitoral também”, explicou.
Diante do impasse, o parlamentar deixou bem claro que se não haver consenso, Jayme ou Mendes terão que
deixar a agremiação. “É muito difícil esse imbróglio, acredito que temos que ter um consenso. Se Mauro ou Jayme
não se acertarem um vai ter que espirrar do partido”, disparou.






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