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Peixoto de Azevedo,23/06/2026

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Polícia Civil realizou "Operação Silêncio Comprado" para apurar corrupção em hospital de Campo Novo do Parecis

Ação investiga tentativa de interferência em CPI que apurava irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, após caso que gerou comoção pública.


Polícia Civil realizou

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), deflagrou na manhã desta terça-feira (25.05) a Operação Silêncio Comprado. A ofensiva visa cumprir 20 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Tangará da Serra.

As investigações focam em um suposto esquema de corrupção voltado a impedir o funcionamento regular de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurava irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

A origem das investigações

O caso ganhou repercussão após a morte da arquiteta e urbanista Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos. A jovem gestante apresentou complicações durante um parto cesáreo, foi transferida para Cuiabá, mas não resistiu.

A fatalidade gerou uma onda de questionamentos por parte da comunidade e dos familiares sobre:

  • A estrutura e a qualidade do atendimento hospitalar;

  • A gestão dos recursos humanos;

  • A regularidade na execução dos contratos firmados pela unidade.

Com base nessas denúncias, a Câmara Municipal instaurou a CPI n.º 01/2025. Posteriormente, o Ministério Público encaminhou à Polícia Civil indícios de que estaria ocorrendo uma oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos desta comissão.

Detalhes da operação

As ordens judiciais — que incluem busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, quebra de sigilo telefônico e telemático, além de medidas cautelares — estão sendo executadas simultaneamente em:

  • Mato Grosso: Campo Novo do Parecis e Arenápolis.

  • São Paulo: Barueri e Cotia.

O objetivo é coletar provas, identificar todos os envolvidos no esquema e assegurar o patrimônio público possivelmente desviado.

O que apura a Deccor

Além da tentativa de corrupção ativa envolvendo a CPI, a investigação aponta indícios graves de má gestão e crimes contra a Administração Pública, tais como:

  • Pagamentos por serviços nunca prestados;

  • Emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas;

  • Movimentação irregular e desvio de recursos públicos.

Nota: A redação entrou em contato com o Instituto São Lucas, antigo responsável pela gestão do hospital, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.




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