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Peixoto de Azevedo,03/06/2026

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Auditoria aponta “farra” de R$ 15 milhões sem licitação na Saúde de Várzea Grande sob gestão de atual secretária de Cuiabá

Auditores da Controladoria Geral concluíram o relatório com sete apontamentos graves sobre a gestão de Deisi Bocalon em Várzea Grande


Auditoria aponta “farra” de R$ 15 milhões sem licitação na Saúde de Várzea Grande sob gestão de atual secretária de Cuiabá

Uma auditoria realizada pela
Controladoria Geral da Prefeitura de Várzea Grande revelou um verdadeiro
"festival" de compras e serviços realizados sem licitação na
Secretaria Municipal de Saúde. O período analisado compreende a gestão da
enfermeira
Deisi Bocalon, que recentemente assumiu o comando da Saúde na
capital, Cuiabá, sob a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL).

Em apenas nove meses, a
investigação identificou
156 processos indenizatórios, que juntos somam
a expressiva quantia de
R$ 15.176.453,00. De acordo com os técnicos da
Controladoria, o que deveria ser uma exceção jurídica transformou-se em regra
dentro da pasta.

Os 7 Apontamentos da Auditoria

Diante do vasto material
analisado, os auditores da Controladoria Geral concluíram o relatório com sete
apontamentos graves sobre a gestão de Deisi Bocalon em Várzea Grande:










  • 1) Exceção virou regra: Graves
    e sistêmicas falhas de planejamento, controle interno e gestão contratual,
    fazendo com que compras diretas virassem rotina.

  • 2) Fragilização do controle: O
    enfraquecimento dos mecanismos internos de fiscalização da secretaria.

  • 3) Violação da Lei 4.320/64:
    Desrespeito ao artigo 60 da lei federal, comprometendo o controle
    preventivo de gastos exigido pela legislação.

  • 4) Indenizações indevidas:
    Continuidade de serviços essenciais (como saúde e limpeza) por meio de
    pagamentos indenizatórios, mesmo após o término de contratos emergenciais
    ou existindo Atas de Registros de Preços (ARP) válidas.
    • 5) Desrespeito à Constituição:
      Inobservância da regra constitucional de licitar (Art. 37, XXI) e violação
      dos princípios basilares da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).
    • 6) Prejuízo aos cofres públicos:
      Ocorrência de possíveis danos ao erário municipal devido à falta de
      concorrência nos preços.
    • 7) Pedido de punição:
      Necessidade urgente de responsabilização dos gestores e agentes públicos
      que deram causa às irregularidades.



    O que dizem os técnicos: Dado o
    cenário de descontrole e a gravidade dos atos que burlaram as leis de
    licitação, o corpo técnico da Controladoria recomendou formalmente a
    responsabilização dos envolvidos.



    De Várzea Grande para o primeiro
    escalão de Cuiabá



    Mesmo com o bombástico relatório
    de auditoria apontando as falhas sistêmicas em sua gestão anterior, Deisi de
    Cássia Bocalon ganhou prestígio político na capital.



    A enfermeira foi nomeada pelo
    prefeito
    Abilio Brunini (PL) para comandar a Secretaria Municipal de
    Saúde de Cuiabá
    . A nomeação foi oficializada por meio do Ato GP n.º
    548/2026
    , publicado em edição suplementar da Gazeta Municipal nesta
    terça-feira (31).



    A chegada de Bocalon ao primeiro
    escalão de Cuiabá, trazendo na bagagem o passivo de R$ 15 milhões em contratos
    sob suspeita na cidade vizinha, deve acender o sinal de alerta nos órgãos de
    controle do Estado, como o Tribunal de Contas (TCE-MT) e o Ministério Público
    (MPMT).



    O espaço segue aberto caso a
    secretária Deisi Bocalon ou a gestão do prefeito Abilio Brunini queiram se
    manifestar sobre o relatório da Controladoria.



     





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