Povos originários Terena cobram indenização de 20 anos e dão prazo de 24h para resposta, sob risco de bloqueio da BR-163
Manifestação, que ocorre nas proximidades do Posto Trevão, cobra agilidade da Funai em processo indenizatório que tramita há duas décadas.
MATUPÁ/PEIXOTO DE AZEVEDO (MT) – Indígenas da etnia Terena ocupam, desde a manhã desta quarta-feira (1º), um trecho da BR-163, entre os municípios de Matupá e Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso. O grupo realiza uma manifestação pacífica nas proximidades do Posto Trevão, cobrando uma solução urgente para um litígio judicial de longa data.
O Motivo da Mobilização
De acordo com lideranças do movimento, o ato é motivado pela demora na resolução de um processo indenizatório que já dura mais de 20 anos. Apesar de o processo contar com decisão judicial favorável em terceira instância, os indígenas afirmam que não houve o cumprimento efetivo da sentença.
A principal cobrança do grupo é direcionada à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), órgão responsável por mediar e viabilizar a execução desses pagamentos. "Estamos aqui pedindo o que é nosso por direito, reconhecido pela justiça, mas ignorado pela burocracia há duas décadas", afirmou um dos representantes do grupo.
Risco de Bloqueio
Até o momento, a mobilização ocorre de forma ordeira e sem registros de conflitos. Contudo, o clima é de expectativa: os manifestantes estabeleceram um ultimato de 24 horas para que autoridades competentes apresentem uma resposta concreta e um cronograma para a resolução do caso.
Caso não haja um avanço nas negociações dentro desse prazo, os Terena ameaçam intensificar o protesto, o que pode incluir a interdição total da BR-163. A rodovia é um dos principais eixos de escoamento de produção e transporte de passageiros do estado, e qualquer bloqueio causaria impactos significativos no fluxo logístico da região.
Orientação aos Motoristas
A situação é monitorada de perto pelas forças de segurança e autoridades locais. Motoristas que planejam seguir viagem pelo trecho entre Matupá e Peixoto de Azevedo devem redobrar a atenção e buscar informações atualizadas sobre as condições de tráfego, evitando possíveis congestionamentos caso o bloqueio venha a ser concretizado. Lembrando que na ligação com o estado do Pará, não tem desvio que permiti a passagem de veiculos de cargas e passeios.
Esta é uma reportagem em atualização. Novas informações poderão ser acrescentadas conforme o desenrolar das negociações entre o movimento indígena e os órgãos federais.






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