Seja bem-vindo
Peixoto de Azevedo,07/04/2026

  • A +
  • A -
Publicidade
Publicidade

MP dá 72 horas para Estado explicar desmonte e demissões

Promotor baseou investigação em risco de tragédias


MP dá 72 horas para Estado explicar desmonte e demissões

O Ministério Público do Estado (MPMT) deu 72 horas para o
governo estadual se explicar sobre denúncias de desmonte
no atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (Samu) no estado. A cobrança veio após
denúncias de demissões em massa e risco de paralisação
do serviço essencial.

A medida foi tomada, nesta segunda-feira (30), pelo
promotor Milton Mattos da Silveira Neto, da 7ª Promotoria de
Justiça Cível da Capital, que abriu uma Notícia de Fato para
apurar a situação Samu. As denúncias chegaram ao MP por
meio de um documento protocolado pelo deputado estadual petista Lúdio Cabral, que aponta um cenário
preocupante dentro do serviço.

Segundo o parlamentar, ao menos 56 contratos de profissionais devem deixar de ser renovados entre o fim de
março e o início de abril. A lista inclui motoristas de ambulância, enfermeiros e técnicos de enfermagem, categorias
consideradas essenciais para o funcionamento do Samu.

O problema pode ser ainda maior. Há indicativo de que os desligamentos podem continuar até julho, atingindo boa
parte da equipe, formada hoje, em sua maioria, por contratados temporários.
Na prática, isso pode significar menos ambulâncias nas ruas e bases desativadas. Entre as unidades que podem
ser afetadas estão estruturas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, responsáveis por garantir
rapidez no socorro em casos graves, como infartos, AVCs e acidentes.

O documento também aponta falta de planejamento por parte do Estado. Entre as falhas citadas estão ausência de
reposição imediata dos profissionais, concurso público vigente sem convocação suficiente, além do cancelamento
de treinamentos e mudanças na estrutura do serviço sem transparência.

Para o deputado, a situação pode comprometer diretamente o atendimento à população e até colocar vidas em
risco, já que o aumento no tempo de resposta pode agravar quadros clínicos.

"Os elementos colhidos também
indicam ausência de planejamento transparente para reposição dos profissionais desligados, existência de
concurso público vigente sem convocação suficiente dos aprovados, imposição simultânea de afastamentos legais,
como férias e licenças, a servidores efetivos, cancelamento de treinamentos essenciais e possível reestruturação
do serviço sem clareza institucional", denunciou Cabral. 

 




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.