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Peixoto de Azevedo,07/04/2026

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MPF investiga falta de profissionais em hospital de Sinop

Número de enfermeiros, técnicos e farmacêuticos é baixo

MPF-MT
MPF investiga falta de profissionais em hospital de Sinop

A procuradora Denise Nunes Rocha Müller Slhessarenko, do
Ministério Público Federal (MPF), instaurou um inquérito civil
para investigar a falta de profissionais de enfermagem e
farmácia no Hospital Regional de Sinop (500 km de Cuiabá).
A medida foi oficializada por meio de portaria divulgada
nesta quinta-feira (19).
A apuração teve origem em uma representação que aponta
um grave déficit de recursos humanos na unidade hospitalar,
com falta de enfermeiros, técnicos de enfermagem e
farmacêuticos, situação que estaria comprometendo a continuidade e a qualidade da assistência prestada à
população. 

De acordo com o MPF, há interesse federal no caso devido ao financiamento do hospital por meio do chamado Teto
MAC, mecanismo pelo qual o Fundo Nacional de Saúde repassa recursos ao Estado para custeio de serviços de
média e alta complexidade.

Esses valores são geridos pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES-MT),
responsável pela alocação dos recursos à unidade.
Fiscalizações de órgãos de controle reforçaram o cenário crítico. O Conselho Regional de Farmácia de Mato
Grosso classificou o hospital como irregular após inspeção realizada em junho de 2025, apontando ausência de
responsáveis técnicos, déficit de profissionais e falta de cobertura farmacêutica no período noturno, o que
compromete a segurança dos pacientes.

Já o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso identificou, em fiscalizações realizadas ao longo de 2025,
um quadro de risco assistencial considerado crítico, com déficit de 39 enfermeiros assistenciais, 71 técnicos de
enfermagem e outros 9 enfermeiros para funções estratégicas, como auditoria e núcleos institucionais.
Em resposta ao MPF, a SES informou que a contratação de profissionais na administração pública exige
planejamento e trâmites administrativos, o que inviabiliza soluções imediatas.

Ainda assim, o órgão ministerial
apontou a necessidade de verificar se as medidas anunciadas pelo Estado são suficientes e estão sendo

O órgão também pretende obter informações atualizadas junto aos conselhos profissionais para avaliar se as
irregularidades foram sanadas. A conversão do procedimento preparatório em inquérito civil, segundo o MPF, se
justifica pela complexidade do caso e pela necessidade de aprofundar as investigações, diante de indícios de
comprometimento direto do atendimento à população usuária do sistema público de saúde. 




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