Tragédia na BR-163: Falta de ambulância e motorista obriga uso de carro funerário para socorrer vítima em Itaituba
A precariedade do atendimento de urgência no distrito de Moraes de Almeida volta a ser alvo de críticas após acidente; ausência de hospital e falhas na logística de saúde colocam vidas em risco constante.
Mais uma vez, a precariedade da infraestrutura de saúde às margens da BR-163, no Pará, deixou a população e motoristas em situação de vulnerabilidade. Na manhã deste sábado (4), um acidente registrado no distrito de Moraes de Almeida, em Itaituba, escancarou a falha grave no sistema de atendimento de urgência local.
O descaso em números e fatos
Segundo relatos colhidos no local, a tentativa de socorro à vítima foi frustrada pela indisponibilidade básica de pessoal: embora houvesse uma ambulância designada para o distrito, o veículo não pôde ser utilizado por falta de um motorista escalado para o plantão.
Diante da urgência do quadro e da ausência de opções por parte da rede pública, o transporte da vítima precisou ser improvisado em um veículo da Funerária Pax Mais Saúde, que prestou o apoio necessário para o deslocamento até uma unidade médica.
Um problema crônico
O episódio não é um fato isolado, mas sim um reflexo da fragilidade assistencial na região:
Ausência de Hospital: Moraes de Almeida, ponto estratégico de intenso tráfego de cargas na BR-163, carece de uma unidade hospitalar que suporte casos de maior gravidade.
Logística Falha: A falha na escala de profissionais — como a ausência de motoristas para ambulâncias — impede que o socorro chegue a tempo, transformando minutos cruciais em uma espera angustiante.
Insegurança: Moradores e motoristas que dependem da rodovia convivem diariamente com o medo, sabendo que, em caso de acidentes, o atendimento médico depende de improvisos ou do deslocamento por longas distâncias até o centro de Itaituba.
O clamor da população
A comunidade de Moraes de Almeida tem solicitado, repetidamente, que as autoridades municipais e estaduais olhem para a logística de saúde do distrito. A BR-163 é um corredor vital para o escoamento da produção nacional, mas, para quem vive e transita por ela, a realidade é de completo abandono assistencial.
Até o momento, não houve um posicionamento oficial da Secretaria de Saúde de Itaituba sobre a falta de profissionais no plantão deste sábado. A redação permanece aberta para receber esclarecimentos sobre as medidas que serão adotadas para garantir que ambulâncias fiquem operacionais 24 horas por dia no distrito.
Você tem informações sobre o estado de saúde da vítima ou gostaria de denunciar outras falhas no atendimento de saúde na sua região? Entre em contato conosco.





COMENTÁRIOS